Seleção natural, as máquinas e a gente (In Portuguese)
Sempre que eu lia sobre as teorias de Darwin eu não conseguia evitar de colocá-las em cenários que vão muito além da natureza e dos animais.
Seleção natural existe em diversos níveis: Empresas, por exemplo, são organismos que também competem, sofrem mutações, evoluem ou morrem. No meio corporativo também existe essa competição, os mais adaptados conseguem empregos enquanto os demais acabam passando fome ou trabalhando muito para ganhar pouco. Daí o grande engano dos comunistas em achar que conseguem por decretos alterar essa lei da natureza.
Mas uma coisa que sempre me chamou a atenção foi o papel das máquinas como “organismos” que também competem no mesmo meio que os outros animais, inclusive o homem.
Pense em quantas profissões sumiram do mapa graças às máquinas. Você ainda conhece algum digitador?
Muitos acreditam que se as máquinas destroem empregos na camada mais baixa da pirâmide, elas criam oportunidades nas camadas mais altas. O problema aí é que na camada mais baixa você tem centenas de empregos na proporção de apenas 1 na camada mais alta. Os demais ficam de fora. Da para ver uma tendência aqui?
Além disso, em algum países como o nosso Brasil tenta-se em vão criar leis que segurem esse processo de seleção natural (visão distorcida da ala esquerda que infelizmente, cheia de boas intenções, acaba causando mais danos do que consegue enxergar), como o caso dos trocadores de ônibus que não podem ser substituidos por máquinas, o que iria baratear as passagens de ônibus, mas deixaria os coitados desempregados. Esse tipo de “intervenção” não funciona, é ilusório. Isso porque as leis de seleção natural são tão ponderosas que acabam sempre encontrando um meio. Por exemplo, se estamos salvando os empregos deles, estamos também acabando com outros que pelo custo da passagem se tornam inviáveis. E enquanto isso, outros países onde não existe trocador, é possível produzir produtos a preços mais baixos, que vão ser vendidos no Brasil, e por aí vai…
Mas as máquinas estão ganhando espaço na briga com os homens. Primeiro, a evolução tecnológica por si só está desacelerando a evolução do homem. Agora podemos nascer com defeitos genéticos e ainda assim ter uma vida plena, reproduzir e etc, graças à tecnologia. O problema é que sem perceber vamos nos tornando cada vez mais dependentes dela, até o dia em que até reprodução só vai ser possível com a assistência das máquinas. Veja a engenharia genética, por exemplo. Quando for possível escolher o quão inteligente e saudável seu filho vai ser, quem é que vai querer ter um filho de forma natural, sem esse poder de escolha? Só vai conená-lo a ter uma vida miserável porque não vai conseguir sequer um emprego, já que os outros candidatos serão mais qualificados.
Agora temos o dilema do petróleo. O petroleo está acabando, e o mais provável é que a solução sejam os biocombustíveis.
Ora, biocombustíveis percisam ser plantados, os fazendeiros vão análisar as possibilidades e perceber que plantar para produzir combustível é mais lucrativo que plantar para produzir comida. Ou seja, os carros precisam se alimentar, assim como os homens, só que os carros vão se mostrar mais importantes, vão ter preferência quando o assunto for comida.
Da pra ver o resultado?
Basicamente estamos todos competindo por recursos limitados, e como o Darwin dizia muito bem, o negócio não é o mais inteligente ou o mais forte, e sim o mais adaptado. E as máquinas sempre se adaptarão mais rapidamente e facilmente que os homens.
De um jeito ou de outro, a única certeza que eu tenho é que a raça humana vai ser extinta, cedo ou tarde, seja pela evolução, seleção, pela engenharia genética, o que for. É o caminho natural, só não vê quem não quer.